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Home office antes e depois da pandemia: o que mudou?
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Home office antes e depois da pandemia: o que mudou?

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12 Jun 2020

Esse texto foi escrito pela Equipe de Comunicação do Sicoob Central Unicoob com o intuito de explicar para seus colaboradores sobre como o home office fora da pandemia pode ser bem diferente! Confira!

De pequenas a grandes empresas, um dos efeitos colaterais da pandemia do novo coronavírus sentido pelo mercado de trabalho foi a necessidade de adotar a atuação remota. Enquanto para a maioria dos trabalhadores manter o escritório dentro de casa tem sido uma novidade, para parte deles o home office já era realidade há algum tempo.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, cerca de 3,8 milhões de pessoas trabalhavam de casa e o home office correspondia a 5,2% do total de pessoas ocupadas no país, excluídos da conta os empregados no setor público e os trabalhadores domésticos. Em 2020, o que até então era só uma tendência de futuro, rapidamente se tornou realidade. Com isso,esse número quintuplicou.

Para quem começou agora ou para quem já estava acostumado com esse modelo de trabalho, o fato é que o home office em tempos de pandemia é diferente e tem exigido adaptações, seja pela questão do distanciamento social, da presença da família em casa, entre outros fatores.

A analista de Marketing da Central, Viviam Baddini, trabalha há quase um ano em um modelo híbrido, com parte da jornada em casa e parte no escritório. A diferença é que antes, ela não tinha a companhia dos filhos Cauã e Ísis, de 7 e 5 anos. Com as aulas suspensas, as crianças estão em casa o dia inteiro.

“A rotina deles também foi afetada e embora pequenos, sentem bastante por não poderem sair para passear e brincar, por exemplo. Tem o lado positivo, que é poder participar mais de perto do desenvolvimento deles, mas as crianças precisam de atenção e suporte constantes, ao mesmo tempo em que é necessário cumprir com os compromissos do trabalho. Então, ter que lidar com a situação de ser mãe e profissional em tempo integral, é bem complexo”, conta ela.

Sobre as diferenças do home office antes e depois da pandemia, Viviam destaca a questão da redução do convívio social.

“Sem a quarentena é bem diferente, porque você tem a oportunidade de sair e encontrar pessoas, estar fora do ambiente de trabalho quando o expediente termina. Por causa da quarentena, a gente fica o tempo todo em casa e perde esses momentos de desligar da rotina”.

E por falar em convívio social, algumas interações acabam se perdendo com o home office, é verdade. A boa e velha conversa de corredor, aquele papo enquanto espera o elevador ou uns minutinhos para compartilhar as novidades tomando um café são exemplos de situações que, neste momento, não acontecem de forma natural, mas trazem um novo desafio: é preciso tomar iniciativa e fazer elas acontecerem.

Só porque você não compartilha o mesmo espaço físico com as pessoas da empresa, não significa que não é possível manter as relações de amizade e socializar. Manter o vínculo e o relacionamento com os colegas de trabalho é possível sim, como destaca o consultor e facilitador da 08, Rodrigo Hattori, que já vivia a experiência do home office antes do isolamento social.

“O primeiro pensamento quando você está trabalhando em casa é que o relacionamento com os colegas de trabalho e com outras pessoas vai ser mínimo, mas isso não é verdade. Normalmente, no escritório, as pessoas colocam seus fones de ouvido e ficam concentradas no seu trabalho, então não há tanta interação como nós imaginamos. Em casa, acaba sendo da mesma forma”, diz.

Hattori conta ainda que, no dia a dia do home office, a interação acontece por meio de diversas plataformas, como o Microsoft Teams. Além disso, em tempos “normais”, a equipe sempre arranja uma maneira de marcar encontros e reunir todo mundo. “Sempre damos um jeito de nos encontrarmos presencialmente, seja para um treinamento ou até para um happy hour”, complementa.

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A Equipe de Comunicação do Sicoob Central Unicoob é composta por Mirna Pizaia Bevilaqua, Jackelyne Brites, Deborah Busko, Ana Paula Sanches Foltran e Ana Paula Tavares Candelório, as escritoras desse texto.

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